“Devil May Cry” está voltando. E voltando para chocar ?

Ninja Theory assume a responsabilidade de repaginar a série eternizada pela Capcom através de uma nova abordagem ao protagonista. Mas será que o novo Dante agradará a novos e velhos fãs?

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“Devil May Cry” está voltando. E voltando para chocar ? seja isso um elogio ou uma ofensa -, já que o Dante que você conheceu como protagonista nos primeiros três jogos da franquia simplesmente não existe mais.

Tudo começou com uma moda que pouca gente comenta, mas já virou rotina em grandes desenvolvedoras: a Capcom terceirizou o desenvolvimento de “DmC ? Devil May Cry”, passando a parte criativa do novo jogo para a Ninja Theory. A Capcom abriu o leque de abordagens para novos pontos de vista, mas comprou briga com alguns dos fãs mais saudosistas do velho Dante.

Vamos voltar um pouco no tempo. Tokyo Game Show de 2010: uma nervosa Ninja Theory vem ao palco para apresentar a desejada e esperadíssima continuação de “Devil May Cry”. Quando o primeiro vídeo rola no telão, as reações eram bem mistas: quem era aquele rapaz de físico juvenil, cabelo que lembra Peter Murphy nos primeiros anos de vocalista do Bauhaus e uma atitude de “vá se f****”, característica do movimento punk britânico? O que esse cara fez com Dante?

Cobradas pelo público, Capcom e Ninja Theory – conhecida por Heavenly Sword e por roteiros épicos -, deram explicações: “DmC” não é bem uma continuação, mas sim uma recontagem da história que já conhecemos segundo um novo ponto de vista: saem os castelos sombrios, ambientes escuros e macabros; entram ruelas e torres de adorno europeu, com visual gótico e contrastes de luz e sombra evidentes.

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Na Gamescom 2011, a Ninja Theory mostrou uma versão demonstrativa de um dos estágios iniciais do jogo. Demônios surgem de paredes e do chão, enquanto Dante avança para se chegar a um determinado ponto no cenário. O combate, ao menos nesse primeiro momento, parece bastante similar ao que já conhecemos ? um misto de hack’n’slash com shooter em terceira pessoa, em ritmo dinâmico e bastante acelerado. Dante joga os inimigos no ar e, saltando junto deles, corta-os com golpes de espada enquanto mantêm outros à distância com suas pistolas.

O Devil Trigger, aquele recurso que acelera as capacidades de Dante com mais velocidade ou mais força, também se faz presente ? alterando, inclusive, o visual do antiherói para os cabelos brancos e caídos que já conhecemos. Seria uma forma de se agradar fãs raivosos que não apoiaram as mudanças?

Mas é difícil dizer de cara se o jogo será bom ou não. A própria Ninja Theory já disse que o que se conhece de “DmC” hoje é pouco. A empresa de Cambridge, Inglaterra, limitou-se a mostrar apenas o lado do combate, para tranquilizar fãs mais saudosistas: isso ainda é o “Devil May Cry” que todos gostam.

Mas, ao mesmo tempo, é possível notar que muita coisa mudou. Fica a dúvida na cabeça do jogador: dar ou não uma chance a essa repaginada? É interessante para a Capcom que “DmC” caia no gosto geral. Convenhamos depois de “Mega Man Legends”, a empresa não vem sendo vista com bons olhos. Vamos, então, aguardar.

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